
Creio que foi São Tomás de Aquino que dizia onde há o fato não é necessário o argumento. É somente ler o
artigo da
Tradicion In Action da Professora Marian T. Horvat sobre a polêmica da "Irmã Lúcia I" e a Irmã Lúcia II", conforme a mesma assim as define, traduzido pelo
Sublime Verdade para língua portuguesa. Porque essa frase do Doutor Angélico mostra que o Pecado Original ainda nos cega. O que dizer de algo tão claro sobre essa mulher que é mostrado pela mídia como a Irmã Lucia até hoje? Assim esta postagem mostrará uma pequena
cronologia dos fatos que dizem a si mesmo que era conciliar é esta que passamos.
Em 1959, daquela entrevista da Irmã Lúcia, nesta época já como Carmelita, ao mexicano Padre Fuentes, nunca mais houve um pronunciamento público da Irmã Lúcia que Nossa Senhora pedia fosse divulgado o Terceiro Segredo com a morte da Irmã ou no ano de 1960. Porque ficaria muito mais claro que a Santíssima Virgem queria dizer.
Mas depois de alguns dias o padre recebeu uma denúncia anônima, de que a entrevista era fraudulenta, que foi aceita pela Diocese de Coimbra e foi simplesmente retirado da função de postulador da Jacinta e do Francisco.
Assim começou a jornada que a Irmã Lúcia era obrigada a ficar calada na clausura do Carmelo.
Depois vem o revolucionário pontificado de João XXIII e a década liberal com um Concílio sem razão de urgência e sem algum grave divulgação herética no seio da Igreja, mas que foi aberto somente para essa mesma mentalidade dos anos 60...
Novamente de forma anônima, mas no Vaticano a circular, pela agência A.N.I., que "provavelmente ficara sobre segredo absoluto".
Em 1963, morre o revolucionário Papa João que tinha muita antipatia aos "profetas de desgraças". Uma clara objeção a entrevista de 1959 de mesmo contexto de "desgraça" que ficou em segredo.
Em 1966, o Papa Paulo VI, que dá continuidade a revolução do Papa João XXIII, permitiu publicações sobre aparições, contudo que não venha ferir a moral cristã e que retira a necessidade do
Imprimatur. Até hoje vemos um monte de bobabens e heresias de "videntes", menos da Irmã Lúcia e o conteúdo verdadeiro de Fátima.
Em 1967, aparece pela primeira vez publicamente essa estranha figura que a mídia até hoje a chama de "Irmã Lúcia". Há uma
foto desse fato: O encontro dessa religiosa ao lado de Paulo VI que ambos estão de mãos dadas na visita pontifical dele a Fátima. Ela mostra uma mulher branca, gorda, simpática e desinibida, porque aparece bem à vontade daquela enorme multidão que estava no santuário naquele dia perto do Pontífice. Que nos últimos momentos de vida não tinha receio algum até de
desafinar.
Conforme diz o artigo da Doutora Horvat era diferente da Irmã Lúcia de pele morena, camponesa, portuguesa, tímida e que demonstrava que não gostava de visitas e de muita gente perto dela deste os tempos que começaram as visões. Mas que mais chamava atenção da Irmã Lúcia era aquele semblante preocupado, quase contínuo, que ficou gravado nela de somente vê o semblante triste daquela Senhora.
Mas, somente em 1982 começa as contrariedades fortes diretamente do pós "Irmã Lúcia" que apareceu publicamente em 1967 a confirmar tudo isso acima. Os fatos depois demonstram uma coerência a uma nova época da palavra dúbia e contraditória nascida no Concílio.
Há uma carta que dizem foi escrito pela Irmã Lúcia que Nossa Senhora mencionada a consagração da Rússia. Era uma dúvida se podia fazer ao mundo a consagração feita pelo Padre Pasquale no convento Carmelita. Há também uma foto do escrito com grafia da suposta Irmã Lúcia ao padre.
Todavia, neste mesmo ano, uma carta que dizem foi escrita também pela Irmã Lúcia ao Vaticano, bem contraditória, se for vinda da verdadeira vidente de Fátima. Diz: "A terceira parto do segredo, que tanto ansiais por conhecer, é uma revelação simbolica..."
Em meados de 1982 até 1983 essa pessoa diz a familiares e amigos, a contrariar as informações do sítio
Tradicion in Action e de vários especialistas que ela nunca podia receber familiares e amigos no convento, a negar que a consagração foi feita. E também não podia dizer nada a respeito por não haver autorização do Vaticano.
Especificamente no ano de 1983, em outubro, houve uma entrevista de Carlos Evaristo com a suposta Irmã Lúcia. Há um ponto que chama atenção desse encontro, apesar das várias contradições com a Irmã Lucia de 1957, que essa "Irmã Lúcia" ou "Irmã Lúcia II", segundo apresenta a Doutora Horvat no seu artigo, lhe seguro as mãos que é coerente do espírito sem timidez alguma dessa mulher que apareceu em 1967 que foi escrito acima. Há igualmente
foto sobre isso, mas não sei se foi antes ou depois da entrevista que demonstrar o fato.
Em 1987, a figura que dizia a mídia que era a Irmã Lúcia diz que a consagração não foi feita quando o Jornalista Eurico Romero perguntou a mesma.
Em 1989, todas as Carmelitas e até a Irmã Lucia, seja a falsa ou a verdadeira (se ainda estava viva) , recebem anonimamente do Vaticano ordens para dizer que a consagração de 1984 feita pela Papa João Paulo II foi válida.
Em 1989, ainda acontece outro fato muito bizarro que envolve essa "Irmã Lúcia" comentado por uma página da Internet, diz: "Agosto, 1989 - novembro, 1989 - Notas e cartas feitas a computador e à máquina de escrever, supostamente assinadas pela Irmã Lúcia, aparecem subitamente, a contradizer redondamente todas as declarações que fizera, durante mais de 60 anos, acerca da Consagração. Ora estes escritos contêm erros factuais que a Irmã Lúcia nunca poderia ter cometido (e.g. a declaração falsa de que o Papa Paulo VI consagrou o Mundo ao Coração Imaculado de Maria, aquando da sua visita a Fátima, em 1967), bem como fraseologia que ela nunca tinha usado antes. Até hoje, a 'Irmã Lúcia' nunca utilizara máquinas de escrever ou computadores (de que não se sabe servir …) para a sua correspondência, e, além disso, continua a escrever tudo o mais, inclusive as suas longas memórias, à mão".
Porém, há várias fotos para comprovar mais um fato contraditório da "Irmã Lúcia", a mesma acima que é apresenta para muitos católicos até hoje que trata-se da verdadeira, datilografando uma máquina...
1990: Aqui se faz uma excessão, porque não é ligado diretamente a "Irmã Lúcia". É uma informação da irmã de sangue da vidente que tinha descrédito desse fato, "porque ela nem seguer sabe escrever à maquina." Todavia, o que ela poderia dizer da foto daquela mulher, com hábito de Carmelita, sentada a
escrever à máquina?
Em 1991, a "Irmã Lúcia" encontra-se com o Papa João Paulo II. Não há nenhuma notícia sobre esse encontro.
Em 1992, há outra entrevista da "Irmã Lúcia" novamente com o Carlos Evaristo no meio, mas sem polêmicas. Novamente é desacreditada pelos críticos a nova entrevista. Além de mostrar que não era tão difícil o acesso a essa pessoa (eu particularmente pensava assim).
Em 2000, há a publicação do Terceiro Segredo da viagem do Papa João Paulo II a Fátima. Mas sem o "Quarto Segredo", como mencionado bem a tese de Antonio Socci. Não há assinatura da nem da verdadeira, se é que estava viva na época, e da falsa "Irmã Lúcia", a "Irmã Lúcia II".
Em 2001, o Cardeal Bertone garante que a "Irmã Lúcia" dissera que todo o Terceiro Segredo foi revelado, uma tentativa de abafar os críticos que não houve total divulgação que séria uma polêmica famosa com Socci sobre o caso em 2007.
Em 2005, morre a "Irmã Lúcia II" que a mídia noticiou que morreu em um dia 13 de maio.
Em 2008, no pós morte da "Irmã Lúcia II", Thomas McCormack apresenta um documentario sobre essa "Irmã Lúcia" com a participação da Doutora Branca Paul, que cuidou dessa pessoa há 17 anos, que revela mais contradições. É uma mensagem romântica e sem polêmicas no
gosto conciliar. O que me chamou mais atenção foi o dizer da doutora que a essa estranha religiosa a confidenciara que não há mais segredo para revelar antes dela morrer e até gostaria de saber se haveria mais segredos...
É bom lembrar que o Pecado Original sempre deixa-nos míopes; eis o fato apresentado acima como prova disso. O amor a verdade é necessário ao católico a fim de vencê-lo dia-a-dia até a sua morte, porém é mais difícil hoje nesta era sinistra conciliar. Porque é a época da apostasia que dizia São Paulo antes da vinda do Anticristo: Vivem arrogantemente às cegas e até com juras de amor a mentira.