quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Canção Nova, Lula e Dilma: o antes e depois

Antes...












Depois


Desculpe, a Canção Nova atualmente* não quer mais aparecer ao lado do governo do P.T. dos seus amigos Lula e Dilma...




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* Leia aqui.

Dom Aldo Di Cillo Pagotto: crítica ao governo federal, mas a C.N.B.B....

Dom Pagotto critica publicamente a invasão de terras, porém não há nenhuma crítica a C.N.B.B.

Ou, como o presidente Lula, não leu (sic) o programa da campanha da fraternidade da conferência ?*



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* Um fato para não ficar dúvida alguma ao leitor: a C.N.B.B. sempre apoiou a invasão de terras principalmente pelo M.S.T., a mesma investigada por uma C.P.I sobre supostas contribuições com dinheiro público neste governo de Lula/Dilma.

É um pouco longo, mas leia este fato:

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz

Excelentíssimo Senhor
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil

Nós, agentes de pastoral, coordenadores e coordenadoras nacionais e regionais, assessores e bispos referenciais das pastorais sociais, presentes no Encontro Nacional das Pastorais Sociais da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, através deste comunicado, solidarizamo-nos com as centenas de famílias acampadas, algumas delas há muitos anos, às margens das estradas em todo o território brasileiro.

A Constituição Brasileira determina que uma propriedade cumpra sua função social para que o seu proprietário continue tendo direito de posse sobre ela. Segundo a Constituição, os índices de produtividade determinam se uma propriedade é produtiva ou não. De acordo com a Lei, estes dados deveriam ser atualizados periodicamente, levando em conta os avanços tecnológicos e o emprego de novos conhecimentos na produção agrícola.

No início do mês de agosto, Vossa Excelência afirmou que, num prazo máximo de 15 dias, iria atualizar os índices de produtividade da terra, o que representaria avanço no processo de reforma agrária no Brasil. Com esta atualização, os órgãos responsáveis pela reforma agrária passam a ter mais agilidade e ferramentas para determinar que as propriedades cumpram sua função social ou venham a ser desapropriadas para fins de reforma agrária.

A sociedade tem assistido os ataques ao Governo por parte de latifundiários contrários à atualização desses índices. O próprio Ministério da Agricultura se recusou a assinar a portaria interministerial determinada pelo senhor Presidente da República.

Os índices de produtividade utilizados pelo INCRA a partir de dados do IBGE de 1975 estão defasados. Por isso, a atualização dos índices de produtividade é pauta de mobilização dos movimentos de luta pela terra, e do Fórum Nacional de Reforma Agrária.

As Pastorais Sociais compartilham a convicção de que a reforma agrária contribui para a superação da situação de miséria e abandono dos acampados, muitos deles crianças e idosos. Sobretudo, permite destinar as terras, prioritariamente, para a produção de alimentos e a preservação ambiental.

Reafirmando nosso compromisso com o povo do campo, os indígenas, as comunidades negras e quilombolas, que lutam cotidianamente pela democratização da terra, solicitamos a Vossa Excelência, em cumprimento do que estabelece a Constituição Federal, a assinatura do decreto que atualiza os índices de produtividade no campo.

Na oportunidade, expressamos a Vossa Excelência os sentimentos de grande respeito, apreço e confiança.

Fraternalmente,

Dom Pedro Luiz Stringhini
Presidente da Comissão Episcopal de Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz




Os enganos da cúpula da C.N.B.B.

Enquanto o governo presidido pelo católico Lula, com o recente decreto sobre direitos humanos, quer implementar, com outras aberrações, a descriminalização do aborto, isto é, do homicídio, a cúpula da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em sua declaração sobre o referido decreto, recorre a malsucedidos exercícios de malabarismo verbal para não condená-lo abertamente.

No trecho em que tratam especificamente do conteúdo do decreto do governo, os bispos afirmam: "Nele há elementos de consenso que podem e devem ser implementados imediatamente. Entretanto, ele contém elementos de dissenso que requerem tempo para o exercício do diálogo, sem o qual não se construirá a sonhada democracia participativa, onde os direitos sejam respeitados, e os deveres, observados."

Em bom português, isso significa a "absolvição" pela cúpula da CNBB para Lula e qualquer outro político católico que aprove o aborto, uma vez que tais políticos tenham respeitado as regras dos trâmites democráticos. E mais: significa a proibição da objeção de consciência para os profissionais da saúde que porventura não queiram executar um aborto "democraticamente" aprovado pelo Parlamento.

Com relação a isso, é bom lembrar que foi um Parlamento regularmente eleito que consentiu a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha. E foi o mesmo Parlamento alemão que, com a delegação de plenos poderes a Hitler, abriu-lhe a estrada para a política de invasão da Europa, a organização dos campos de concentração e a execução da chamada "solução final" da questão hebraica, isto é, a eliminação de milhões de judeus.

Infelizmente não é a primeira vez que a atual cúpula da CNBB erra sobre a gravíssima questão do aborto. Eis o mais recente exemplo: quem acessar os arquivos da CNBB, no link "Notas e declarações", vai encontrar tomadas de posição bastante claras e explicativas, até nos mínimos detalhes, sobre vários acontecimentos de 2009.

Porém, quem quisesse entender a razão da "Declaração sobre o direito à objeção de consciência", datada de 24/9/09 e assinada pela cúpula da CNBB, não conseguiria, pois essa declaração, afirmando somente princípios éticos gerais, sem referência a nenhum fato historicamente determinado, é atemporal e poderia ter sido escrita 50 anos atrás, como também poderia ser escrita daqui a cem anos. Curioso, não é?

A explicação a respeito da referida declaração de 24/9 veio em 18/10/09 por meio de uma nota assinada não pela cúpula da CNBB, mas pelos bispos do Estado de São Paulo.

Nesse oportuno e corajoso documento - escrito especificamente para repudiar a punição infligida unanimemente pelo Diretório Nacional do PT, em 17/9/09, a dois deputados petistas por lutarem contra o aborto-, os bispos paulistas falam sobre objeção de consciência, mas o fazem criticando de forma contundente o partido do presidente Lula: "O proceder do PT (...) demonstra intolerância e desrespeito à liberdade de consciência garantida pela Constituição Federal, provocando um retrocesso na construção do Estado democrático, além de violar o direito fundamental à vida, desde a concepção, (...) contrariando frontalmente a mensagem central do Evangelho".

Assim, os bispos de São Paulo expuseram claramente o que a cúpula da CNBB omitiu em sua surpreendente declaração do último 24/9. Diante de tudo isso, faz-se necessária uma séria e urgente reflexão por parte da comunidade católica no Brasil, antes que seja tarde demais. Os projetos que tentam destruir os valores fundamentais da sociedade civil estão prestes a ser votados pelo Congresso: aborto, divórcio imediato, "casamento" homossexual.


Por isso, além de reafirmar as posições da igreja sobre os fundamentais valores éticos e morais, é preciso lembrar aos políticos católicos que não podem impunemente votar a favor de leis que violem os direitos da pessoa humana e da família.

Paradoxalmente, é necessário que a igreja brasileira aprenda com o PT: logicamente, não para punir quem luta a favor da vida, mas para punir os católicos que desrespeitam os valores sagrados da vida e da família.

E que ninguém falsamente invoque o direito à liberdade de expressão, pois, se tudo for considerado lícito e moral conforme a opinião individual de cada um e não forem reconhecidos e compartilhados na sociedade fundamentais valores éticos, que sejam defendidos também pelo Estado (até com a aplicação de sanções penais, como no caso do homicídio), tudo seria justificável, até, como recentemente aconteceu na Holanda, a existência legal do absurdo e insano partido dos pedófilos.

Jornal Folha de São Paulo

[Fonte do sítio "Dom Total"]

A nefasta C.N.B.B. e o P.T. neste ano de 2010


O ano de 2010, este que estamos, é muito preocupante a Fé e ao Brasil. O governo do P.T. tentará implantar o terror que é regime comunista com a abenção da cúpula nefasta da C.N.B.B., embora "tirando o corpo fora"(nada estranho no mundo liberal dos modernistas).E Dom Cappio é o maior símbolo vivo, creio eu, de não somente enganador essa cúpula como é até insana.

Porque o bispo chegou ao cúmulo da loucura, no ano passado, de prometer fazer um "santuário" a memória de Lamarca que foi o pior terrorista da esquerda:

O que o leitor acompanhará abaixo são alguns assasinatos contra militares e civis por terroristas principalmente por Lamarca, antigo membro morto entre os revolucionários que pretendiam instalar o regime bolchevista no século passado, anos 60, neste país, sem piedade cristã nenhuma ao próximo.

O que segue, portanto, é uma postagem (Todas as pessoas mortas por terrorista de esquerda 3 - a impressionante covardia de Lamarca - 12 de janeiro de 2010) de Reinaldo Azevedo. Este colocou um lista de vítimas:

E continua a lista com os nomes das vítimas dos terroristas de esquerda. Neste grupo, destaca-se a impressionante covardia de Carlos Lamarca, o grande herói do panteão da mistificação. Sabe-se que era um assassino frio. Mas prestem atenção às circunstâncias da morte de Alberto Mendes Junior, a vítima nº 56: era também perverso.


51 [*] - 17/01/70 - José Geraldo Alves Cursino - Sargento PM - São Paulo / SP

Morto a tiros por terroristas.

52 - 20/02/70 - Antônio Aparecido Posso Nogueró - Sargento PM - São Paulo

Morto pelo terrorista Antônio Raimundo de Lucena quando tentava impedir um ato terrorista no Jardim Cerejeiras, Atibaia/SP.

53 - 11/03/70 - Newton de Oliveira Nascimento - Soldado PM - Rio de Janeiro

No dia 11/03/70, os militantes do grupo tático armado da ALN Mário de Souza Prata, Rômulo Noronha de Albuquerque e Jorge Raimundo Júnior deslocavam-se num carro Corcel azul, roubado, dirigido pelo último, quando foram interceptados no bairro de Laranjeiras- RJ por uma patrulha da PM. Suspeitando do motorista, pela pouca idade que aparentava, e verificando que Jorge Raimundo não portava habilitação, os policiais ordenaram-lhe que entrasse no veículo policial, junto com Rômulo Noronha Albuquerque, enquanto Mauro de Souza Prata, acompanhado de um dos soldados, iria dirigindo o Corcel até a delegacia mais próxima. Aproveitando-se do descuido dos policiais, que não revistaram os detidos, Mário, ao manobrar o veículo para colocá-lo à frente da viatura policial, sacou de uma arma e atirou, matando com um tiro na testa o soldado da PM Newton Oliveira Nascimento, que o escoltava no carro roubado. O soldado Newton deixou a viúva dona Luci e duas filhas menores, de quatro e dois anos.

54 - 31/03/70 - Joaquim Melo - Investigador de Polícia - Pernambuco

Morto por terroristas durante ação contra um “aparelho”

55 - 02/05/70 - João Batista de Souza - Guarda de Segurança - SP

Um comando terrorista, integrado por Devanir José de Carvalho, Antonio André Camargo Guerra, Plínio Petersen Pereira, Waldemar Abreu e José Rodrigues Ângelo, pelo Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), e mais Eduardo Leite (Bacuri), pela Resistência Democrática (REDE), assaltaram a Companhia de Cigarros Souza Cruz, no Cambuci/SP. Na ocasião Bacuri assassinou o guarda de segurança João Batista de Souza.

56 - 10/05/70 - Alberto Mendes Junior- 1º Tenente PM - SP

Esta é uma das maiores expressões da covardia e da violência de que era capaz o terrorista Carlos Lamarca. No dia 08/05/70, 7 terroristas, chefiados por ele, estavam numa pick-up e pararam num posto de gasolina em Eldorado Paulista. Foram abordados por policiais e reagiram a bala, conseguindo fugir. Ciente do ocorrido, o Tenente Mendes organizou uma patrulha. Em duas viaturas, dirigiu-se de Sete Barras para Eldorado Paulista. Por volta das 21h, houve o encontro com os terroristas, que estavam armados com fuzis FAL, enquanto os PMs portavam o velho fuzil Mauser modelo 1908. Em nítida desvantagem bélica, vários PMs foram feridos, e o Tenente Mendes verificou que diversos de seus comandados estavam necessitando de urgentes socorros médicos. Julgando-se cercado, Mendes aceitou render-se desde que seus homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo os demais componentes da patrulha permanecido como reféns, o Tenente levou os feridos para Sete Barras.

De madrugada, a pé e sozinho, Mendes buscou contato com os terroristas, preocupado que estava com o restante de seus homens. Encontrou Lamarca, que decidiu seguir com seus companheiros e com os prisioneiros para Sete Barras. Ao se aproximarem dessa localidade, foram surpreendidos por um tiroteio, ocasião em que dois terroristas - Edmauro Gopfert e José Araújo Nóbrega - desgarraram-se do grupo, e os cinco terroristas restantes embrenharam-se no mato, levando junto o Tenente Mendes. Depois de caminharem um dia e meio na mata, os terroristas e o tenente pararam para descansar. Carlos Lamarca, Yoshitame Fujimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um “tribunal revolucionário”, que resolveu assassinar o Tenente Mendes. Os outros dois, Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima, ficaram vigiando o prisioneiro.

Poucos minutos depois, os três terroristas retornaram. Yoshitame Fujimore desfechou-lhe violentos golpes na cabeça, com a coronha de um fuzil. Caído e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e se contorcia em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça ensangüentada, o Tenente Mendes foi enterrado. Em 08/09/70, Ariston Lucena foi preso pelo DOI-CODI e apontou o local onde o tenente estava enterrado.

57 - 11/06/70 - Irlando de Moura Régis - Agente da Polícia Federal - RJ

Foi assassinado durante o seqüestro do embaixador da Alemanha, Ehrendfried Anton Theodor Ludwig Von Holleben. A operação foi executada pelo Comando Juarez Guimarães de Brito. Participaram Jesus Paredes Soto, José Maurício Gradel, Sônia Eliane Lafóz, José Milton Barbosa, Eduardo Coleen Leite (Bacuri), que matou Irlando, Herbert Eustáquio de Carvalho, José Roberto Gonçalves de Rezende, Alex Polari de Alverga e Roberto Chagas da Silva.

58 - 15/07/70 - Isidoro Zamboldi - segurança - SP

Morto pela terrorista Ana Bursztyn durante assalto à loja Mappin.

59 - 12/08/70 - Benedito Gomes - Capitão do Exército - SP

Morto por terroristas, no interior do seu carro, na Estrada Velha de Campinas.

60 - 19/08/70 - Vagner Lúcio Vitorino da Silva - Guarda de segurança - RJ

Morto durante assalto do Grupo Tático Armado da organização terrorista MR-8 ao Banco Nacional de Minas Gerais, no bairro de Ramos. Sônia Maria Ferreira Lima foi quem fez os disparos que o mataram. Participaram, também, dessa ação os terroristas Reinaldo Guarany Simões, Viriato Xavier de Melo Filho e Benjamim de Oliveira Torres Neto, os dois últimos recém-chegados do curso em Cuba.

61 - 29/08/70 - José Armando Rodrigues - Comerciante - CE

Proprietário da firma Ibiapaba Comércio Ltda. Após ter sido assaltado em sua loja, foi seqüestrado, barbaramente torturado e morto a tiros por terroristas da ALN. Após seu assassinato, seu carro foi lançado num precipício na serra de Ibiapaba, em São Benedito, CE. Autores: Ex-seminaristas Antônio Espiridião Neto e Waldemar Rodrigues Menezes (autor dos disparos), José Sales de Oliveira, Carlos de Montenegro Medeiros, Gilberto Telmo Sidney Marques, Timochenko Soares de Sales e Francisco William.

62 - 14/09/70 - Bertolino Ferreira da Silva - Guarda de segurança - SP

Morto durante assalto praticado pelas organizações terroristas ALN e MRT ao carro pagador da empresa Brinks, no Bairro do Paraíso em são Paulo.

63 - 21/09/70 - Célio Tonelly - soldado da PM - SP

Morto em Santo André. Quando de serviço em uma rádio-patrulha, tentou deter terroristas que ocupavam um automóvel.

64 - 22/09/70 - Autair Macedo - Guarda de segurança - RJ

Morto por terroristas, durante assalto a empresa de ônibus Amigos Unidos

65 - 27/10/70 - Walder Xavier de Lima - Sargento da Aeronáutica - BA
Morto quando, ao volante de uma viatura, conduzia terroristas presos, em Salvador. O assassino, Theodomiro Romeiro dos Santos (Marcos) o atingiu com um tiro na nuca. Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).

66 - 10/11/70 - José Marques do Nascimento - civil - SP

Morto por terroristas que trocavam tiros com a polícia.

67 - 10/11/70 - Garibaldo de Queiroz - Soldado PM - SP

Morto em confronto com terroristas da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) que faziam uma panfletagem armada na Vila Prudente, São Paulo.

68 - 10/11/70 - José Aleixo Nunes - soldado PM - SP

Também morto na ocorrência relatada acima.

69 - 10/12/70 - Hélio de Carvalho Araújo - Agente da Polícia Federal - RJ

No dia 07/12, o embaixador da Suíça no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, foi seqüestrado pela VPR. Participaram da operação os terroristas Adair Gonçalves Reis, Gerson Theodoro de Oliveira, Maurício Guilherme da Silveira, Alex Polari de Alverga, Inês Etienne Romeu, Alfredo Sirkis, Herbert Eustáquio de Carvalho e Carlos Lamarca. Após interceptar o carro que conduzia o Embaixador, Carlos Lamarca bateu com um revólver Smith-Wesson, cano longo, calibre 38, no vidro do carro. Abriu a porta traseira e, a uma distância de dois metros, atirou, duas vezes contra o agente Hélio. Os terroristas levaram o embaixador e deixaram o agente agonizando. Transferido para o hospital Miguel Couto, morreu no dia 10/12/70.

70 - 07/01/71 - Marcelo Costa Tavares - Estudante - MG

Morto por terroristas durante um assalto ao Banco Nacional de Minas Gerais.
Autor dos disparos: Newton Moraes.

71 - 12/02/71 - Américo Cassiolato - Soldado PM - São Paulo

Morto por terroristas em Pirapora do Bom Jesus.

72 - 20/02/71 - Fernando Pereira - Comerciário - Rio de Janeiro

Morto por terroristas quando tentava impedir um assalto ao estabelecimento “Casa do Arroz”, do qual era gerente.

73 - 08/03/71 - Djalma Peluci Batista - Soldado PM - Rio de Janeiro

Morto por terroristas, durante assalto ao Banco do Estado do Rio de Janeiro.

74 - 24/03/71 - Mateus Levino dos Santos - Tenente da FAB - Pernambuco

O PCBR necessitava roubar um carro para participar do seqüestro do cônsul norte-americano, em Recife. No dia 26/06/70, o grupo decidiu roubar um Fusca, estacionado em Jaboatão dos Guararapes, na Grande Recife, nas proximidades do Hospital da Aeronáutica. Ao tentarem render o motorista, descobriram tratar-se de um tenente da Aeronáutica. Carlos Alberto disparou dois tiros contra o militar: um na cabeça e outro no pescoço. Depois de nove meses de intenso sofrimento, morreu no dia 24 de março de 1971, deixando viúva e duas filhas menores. O imprevisto levou o PCBR a desistir do seqüestro.

75 - 04/04/71 - José Julio Toja Martinez - Major do Exército - Rio de Janeiro

No início de abril, a Brigada Pára-Quedista recebeu uma denúncia de que um casal de terroristas ocupara uma casa localizada na rua Niquelândia, 23, em Campo Grande/RJ. Não desejando passar esse informe à 2ª Seção do então I Exército, sem aprofundá-lo, a 2ª Seção da Brigada, chefiada pelo major Martinez, montou um esquema de vigilância da casa. Por volta das 23h, chega um casal de táxi. A mulher ostentava uma volumosa barriga, sugerindo gravidez.

O major Martinez acabara de concluir o curso da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, onde, por três anos, exatamente o período em que a guerra revolucionária se desenvolvera, estivera afastado desses problemas em função da própria vida escolar bastante intensa. Estagiário na Brigada de Pára-Quedista, a quem também não estava afeta a missão de combate à subversão, não se havia habituado à virulência da ação terrorista.

Julgando que o casal nada tinha a ver com a subversão, Martinez iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse daquela área. Ato contínuo, da barriga, formada por uma cesta para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a “grávida” retirou um revólver, matando-o antes que pudesse esboçar qualquer reação. O capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa, foi gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. Nesse momento, os demais agentes desencadearam cerrado tiroteio, que causou a morte do casal de terroristas. Eram os militantes do MR-8 Mário de Souza Prata e Marilena Villas-Bôas Pinto, responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas. No “aparelho” do casal, foram encontrados explosivos, munição e armas, além de dezenas de levantamentos de bancos, de supermercados, de diplomatas estrangeiros e de generais do Exército. Martinez deixou viúva e quatro filhos, três meninas e um menino, a mais velha, à época, com 11 anos.

76 - 07/04/71 - Maria Alice Matos - Empregada doméstica - Rio de Janeiro

Morta por terroristas quando do assalto a um depósito de material de construção.

77 - 15/04/71 - Henning Albert Boilesen - (Industrial - São Paulo)

Quando da criação da Operação Bandeirante, o então comandante do II Exército, general Canavarro, reuniu-se com o governador do Estado de São Paulo, com várias autoridades federais, estaduais, municipais e com industriais paulistas para solicitar o apoio para um órgão que necessitava ser criado com rapidez, a fim de fazer frente ao crescente terrorismo que estava em curso no estado de São Paulo. Assim, vários industriais, entre eles Boilesen, se cotizaram para atender ao pedido daquela autoridade militar. Por de3cisão de Lamarca, Boilesen, um dinamarquês naturalizado brasileiro, foi assassinado. Participaram da ação os terroristas Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton Barbosa, Dimas Antonio Casimiro e Antonio Sérgio de Matos. No relatório escrito por Yuri, e apreendido pela polícia, aparecem as frases “durante a fuga trocávamos olhares de contentamento e satisfação. Mais uma vitória da Revolução Brasileira”. Vários carros e casas foram atingidos por projéteis. Duas mulheres foram feridas. Sobre o corpo de Boilesen, atingido por 19 tiros, panfletos da ALN e do MRT, dirigidos “Ao Povo Brasileiro”, traziam a ameaça: “Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que eles sentirão o peso da JUSTIÇA REVOLUCIONÁRIA. Olho por olho, dente por dente”.

78 - 10/05/71 - Manoel da Silva Neto - Soldado PM - SP

Morto por terroristas durante assalto à Empresa de Transporte Tusa.

79 - 14/05/71 - Adilson Sampaio - Artesão - RJ

Morto por terroristas durante assalto às lojas Gaio Marti.

80 - 09/06/71 - Antônio Lisboa Ceres de Oliveira - Civil - RJ

Morto por terroristas durante assalto à boate Comodoro.

Que Deus tenha piedade do Brasil.

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* Há uma continuidade do autor em postagens anteriores sobre o assunto. Este é o mais recente. Mas, na minha opinião, essa lista imcompleta, já é o suficiente para mostrar de como terrível eram esses terroristas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

C.N.B.B. e M.S.T., tudo a ver...







"Princípios profundamente cristãos" e a real tragédia no Haiti

O senhor George Samuel Antoine, cônsul geral do Haiti no Brasil, sobre os fatos ocorridos do terremoto no país (estima-se 200 mil mortos), afirmou uma verdade: “Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo... O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá f..." Refere-se às práticas vodus, a "religião" mais popular no Haiti, causadora realmente pelo grande mal nesse país.

A opinião publica brasileira protestou contra essa afirmação. Basta observar milhares de comentários contrários nesta Terra da Santa Cruz até a exigir, com um abaixo-assinado, o afastamento dele no Brasil. Entretanto, o mais lamentável foi o tratamento totalmente distinto a outra pessoa, embora seja sobre o mesmo tema da tragédia no Haiti.

É sobre a senhora Zilda Arns, morta na mesma tragédia que se abateu no Haiti depois de cair uma parede nela por causa do fortíssimo terremoto (7 graus na escala Richter), exaltada como “santa súbita” (semelhante a João Paulo II, agora venerável). Isso a grande mídia, claro, sempre elogia figuras como à senhora Arms de modo sempre emotivo, sem olhar realmente que esconde essas pessoas, porque fazia um aparente bem aos mais necessitados.

A verdade, todavia, mostraria a todos o que de fato fez a Doutora Zilda Arns no Haiti e na Igreja, se a mesma verdade estivesse em harmonia com a maioria dos membros da Igreja. Perguntada por uma entrevistadora se havia uma formação religiosa na sua “pastoral” (aliás, ela foi fundadora), ela afirmou categoricamente:

Muitas de nossas voluntárias não praticam nenhuma religião. Mas os princípios que lhes ensinamos são profundamente cristãos, como a solidariedade e a justiça social”.

Nem a simples opinião pública e muito menos a mídia divulgadora não compreendem esses “princípios profundamente cristãos".

Esses princípios da falecida senhora Arns é de origem de Dom Paulo Evaristo Arns, bispo emérito de São Paulo, irmão dela. O bispo resuma-se nisto: somente na dignidade humana, conforme pede o Dignitatis Humanae do Vaticano II. Foi só nisso que Dom Arns buscou com essa mesma dignidade humana que lhe levou às honras "heroicas" pela resistência ao regime militar (durou mais de duas décadas no século passado neste país). Ele pensa até hoje que isso favore os mais pobres. Hoje Dom Arms apoia, através do mesmo slogan da dignidade humana, o plano da dignidade humana do Lula sobre o pretexto de se fazer uma revolução comunista no Brasil. Ele, claro, pensando sempre que isso é bom para os mais pobres.

Deste modo, abrem os olhos! Não há nada de cristão nesses princípios da senhora Arns (que Deus tenha piedade de sua alma). Isso se chama usurpação. Ou a melhor definição que possa dar ao trabalho dela é isto: filantropia, distinta da caridade cristã comprometida com a verdade do Evangelho (João 15,19). Desculpe-me, mas isso é a verdade que a maioria não sabe.

A culpa maior: a mentalidade conciliar, conforme o próprio Papa Paulo VI colocou às claras para quem deseja vê: “Ainda há um outro ponto que nós devemos destacar: toda esta riqueza doutrinária [do Concílio Vaticano II] visa somente uma coisa: servir o Homem" (Paulo VI, Discurso de Encerramento do Vaticano II, em 7 de Dezembro de 1965).

Portanto: às criticas ao cônsul é o reflexo no país de hoje, seja na mídia ou o simples brasileiro, sem catequese tradicional por culpa do modernismo. Este odeia vê a Verdade e leva os mesmos a cegueira. É uma opinião pública brasileira, a maioria, cuja ignorância vem do modernismo pós conciliar que usurpa a imagem da Igreja.

Isso que foi a real tragédia que poucos vêem no Haiti. E dificilmente olharão que, somente com a Fé, esse país caribelho poderá realmente voltar a ficar de pé.

Ao analisar a observação do haitiano, sem perder seu modo simples, só necessitaria de uma pequena adaptação. Ficaria, creio eu, melhor neste modo:

“Com certeza, onde há o modernista, de tanto mexer com a mentira, sabemos o que é isso. Logo, o modernista tem sobre si a ira divina. Em todo lugar onde tem modernista lá está fogo."

E em relação ao Brasil de hoje, o fogo pode ser trocado pela foice e também o martelo. Porque houve tanta "Teologia" da Libertação que o país contemplará provavelmente um resplandecer dessa utopia no horizonte do Brasil *...

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* Algumas ligações sobrecolocadas contém cenas fortes sobre a tragédia do Haiti e outras por falta de modesta do vestir.

O papel nefasto da C.N.B.B.

Por Jomar Martins

O apoio da esquerda católica à causa da reforma agrária socialista vem maculando os verdadeiros princípios da Igreja de Roma e afastando os fiéis dos templos. Os menos esclarecidos não sabem distinguir o joio do trigo e chegam a tomar os propósitos do MST como iguais aos da Igreja.

Com o objetivo de colocar as coisas em seus devidos lugares, e para divulgar o verdadeiro propósito da Igreja Católica, o advogado paranaense André F. Falleiro Garcia resolveu criar o site Sacralidade, em outubro de 2008.

Nesta entrevista exclusiva, Falleiro explica como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aderiu à luta pela reforma agrária e de que forma se transformou num ‘‘poder paralelo’’ que vem solapando o estado de direito, ao criar as bases para implantação do comunismo no País. ‘‘Enquanto os bispos não cortarem a própria carne e extirparem este órgão malsão, veremos o aprofundamento dos conflitos no campo e o declínio da própria fé católica’’, resume.

Afora o tom crítico, André Falleiro Garcia frisou que sua opinião não importava em ataque pessoal contra nenhum prelado católico. Ao enunciar com serenidade seu próprio pensamento, insistiu que guardava a consideração e a fidelidade "devidas aos membros da Sagrada Hierarquia na medida estabelecida pela doutrina católica tradicional". E não deixou de fazer um "cortês convite ao diálogo", estendido a todos que discordem de sua opinião.



* * *

Jomar Martins — Em que momento a Igreja Católica resolveu encampar as chamadas ‘‘lutas sociais’’ no Brasil?



André F. Falleiro Garcia — Até praticamente o final da década de 40, predominava no ambiente religioso brasileiro o catolicismo conservador. A ortodoxia doutrinária era uma característica generalizada que ainda se notava no clero e nas associações religiosas de leigos. A grande controvérsia que houve na Ação Católica, em 1943, serviu como freio para impedir o avanço do esquerdismo. Mas, em 1952, foi fundada a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Teve como primeiro secretário-geral Dom Helder Câmara (falecido em 1999), que era então bispo auxiliar do Rio de Janeiro. Este prelado, de fato, mereceu ser chamado de “Arcebispo Vermelho”. Os anos 50 foram marcados pela intensa fermentação do esquerdismo — no clero e nas associações dirigidas por leigos — promovida pela CNBB e Dom Helder Câmara. De modo que, em 1960, a esquerda católica já estava articulada e pronta para a atuação pública direcionada às ditas “demandas sociais”. Em toda a década de 60, houve acirrada polêmica nos meios católicos. A esquerda católica foi, então, fortemente combatida no plano ideológico. Vale citar a atuação do movimento de leigos ligados ao jornal Catolicismo, dirigidos por Plinio Corrêa de Oliveira. Nesta luta, também se destacaram o bispo de Campos (RJ), Dom Antônio de Castro Mayer, e o de Jacarezinho (PR), Dom Geraldo de Proença Sigaud. Todos travaram calorosa polêmica com os agrorreformistas católicos. Quando estalou a campanha agrorreformista no Brasil, no início dos anos 60, este grupo, por meio dos dois bispos, um líder católico leigo e um economista, lançou o livro Reforma Agrária — Questão de Consciência. Era o contraponto no mundo católico.


P — Houve um fato marcante, considerado divisor de águas?

R — Sim. Há um fato simbólico que pode ser considerado como o início da atuação pública da esquerda católica. De forma bombástica, em 5 de dezembro de 1960, numa transmissão coletiva, as TVs Tupi, Paulista e Record entraram em cadeia para levar a São Paulo e ao Brasil um pronunciamento da mais alta importância, favorável à reforma agrária a ser aplicada no Estado. Participaram e fizeram uso da palavra Dom Helder Câmara, secretário-geral da CNBB, e mais seis bispos. Sob os holofotes da mídia televisiva, Dom Helder leu trechos da Declaração dos Arcebispos e Bispos presentes à Reunião das Províncias Eclesiásticas de São Paulo. De fato, todo o episcopado paulista tinha acabado de se reunir, sob a presidência do cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, e havia estudado o Projeto de Revisão Agrária (Projeto de Lei nº 154/60 e seu Substitutivo). Tal projeto fora proposto pelo governador democrata-cristão do Estado de São Paulo, Carvalho Pinto. Os bispos, nessa Declaração, diziam que se sentiam felizes de poder afirmar que se tratava de um projeto de lei de reforma agrária “inspirado nos princípios da doutrina social da Igreja”. Mencionavam a Carta Pastoral Coletiva dos Cardeais, Arcebispos e Bispos do Brasil, de 1951, em que havia um longo trecho sobre reforma agrária, que começava dizendo: “A Igreja não tem o direito de ser indiferente à reforma agrária”. E também citavam outro pronunciamento de todo o Episcopado do Brasil, feito em 1958, sobre a reforma agrária. A meu ver, foi o espetaculoso pronunciamento destes bispos, em 1960, assistido na TV por milhões de pessoas, que marcou o início da ação pública, em larga escala, da esquerda católica engajada na promoção de uma vasta campanha agrorreformista.

P — O Partido Comunista Brasileiro é o pioneiro da reivindicação da reforma agrária no Brasil, desde os anos 20 do século passado. O que levou a CNBB, desde a sua fundação, a abraçar esta causa revolucionária comunista?

R — Seria forçado e não corresponderia à realidade brasileira afirmar, simplesmente, que o Partido Comunista (PC) se infiltrou na Igreja Católica e a dominou. Afinal, o PC brasileiro sempre foi um anão, uma coisa liliputiana mesmo. O que se passou, de certo modo, foi o contrário. A força propulsora da esquerda é que proveio do setor católico. Foi significativa a participação católica para a formação do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), nos anos 80, possuíam oitenta mil núcleos e arregimentavam um milhão e meio de ativistas. É a origem de incontáveis ativistas que se engajaram nas “causas sociais”. A Igreja Católica entrou na luta revolucionária, porque houve uma infiltração do esquerdismo em seu interior. O clero esquerdista reuniu leigos e organizou movimentos sociais, os quais, por sua vez, promoveram a agitação social. E essa infiltração ideológica não pode ser atribuída exclusivamente ao PC. Na realidade, desde os anos 50, seminaristas e sacerdotes novos iam à Europa fazer cursos e completar sua formação religiosa. Em geral, voltavam convencidos das idéias esquerdistas. E aqui começavam a colocar em prática os novos métodos de ação apreendidos no exterior. Não se pode desconsiderar, entretanto, a possibilidade de certa infiltração propriamente comunista na Igreja.

P — O apoio da CNBB a invasões e depredações a propriedades privadas não é imoral, considerando que a Igreja se assenta sobre valores elevados de conduta?

R — Estes atos são imorais por dupla razão. Primeiro, por violar dois mandamentos sagrados do Decálogo: não roubarás; não cobiçarás as coisas alheias. E, em segundo, por violar frontalmente o instituto da propriedade privada, que o estado democrático de direito protege, conforme previsão constitucional. Assim, é moralmente condenável o ataque a propriedades privadas, feito por grupos do MST e seus congêneres. O apoio que recebem da Igreja, por meio da Comissão Pastoral da Terra (CPT), não legitima moralmente estas invasões. É imoral toda a contribuição que a CPT proporciona para o esbulho das propriedades dos particulares. Como, aliás, também é imoral a desapropriação confiscatória, feita pelo Estado brasileiro, a preço vil e com finalidades socialistas. Sob o ponto de vista da moral cristã, conforme a tradicional doutrina social católica, todos os que executam ou apóiam ações contra os legítimos proprietários cometem pecado mortal. Os que se apossam de terras por esse meio imoral não podem ser absolvidos em confissão, se não as restituem aos seus legítimos donos.

P — A Igreja assume, então, um esforço deliberado de minar o instituto da propriedade privada?

R — Eu não diria que toda a Igreja trilha este caminho. Mas é verdade que os maus pastores estão minando o direito de propriedade em nosso país. E isso é muito grave. Não fossem estes, os ditos “movimentos sociais” (MST, Quilombolas, Indigenistas, Ambientalistas) perderiam o melhor do seu dinamismo. Para compreender o que acontece no interior da Igreja, seria preciso levar em conta que ela passa por um processo de autodemolição, conforme alertou o Papa Paulo VI já nos anos 70. Esta crise penetrou nas estruturas da Igreja Católica em todas as nações onde está instalada. Talvez o maior fator de promoção da autodemolição no Brasil seja a CNBB. Cada bispo, em sua diocese, presta contas e está diretamente ligado ao chefe da Igreja, o Papa. Este sistema se revelou o mais apropriado ao longo de quase dois mil anos. Mas, nos anos 50, houve uma mudança na gestão que afetou os pilares da hierarquia: foram criadas as Conferências Episcopais, órgãos colegiados representativos da classe. A CNBB, criada em 1952, não faz parte da hierarquia da Igreja, mas age como se fosse a chefia de fato da Igreja Católica no Brasil. Com isso, usurpa a autoridade dos bispos e exerce sobre eles um férreo controle de opinião e de ação. Ademais, a CNBB — por meio de seu órgão que cuida da questão indígena (o Conselho Indigenista Missionário-CIMI) e do que trata da questão agrária (a CPT) — faz o papel de acelerador da revolução socialista no Brasil. Logo, a Igreja Católica, numa primeira leitura, não está toda ela comprometida com estes crimes. Na agitação agrária, estão engajados a CNBB, com seus braços de agitação social, e alguns bispos marcadamente esquerdistas.


P — O sr. pode citar um exemplo de como age a CNBB?

R — Exemplos não faltam. Na questão indígena, o aborto e o infanticídio são promovidos nas tribos sob o olhar complacente dos agentes do CIMI. Mas vamos pegar o caso recente da menina de Alagoinha (PE), que foi estuprada pelo padrasto e engravidou de gêmeos. O então arcebispo de Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, anunciou publicamente que o Código Canônico previa a pena de excomunhão automática para todos os envolvidos. Excetuou, apenas, a criança de nove anos, por imaturidade. Em seguida, manifestou-se o cardeal Giovanni Battista Re, titular da Congregação para os Bispos do Vaticano e presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, que considerou como “justa a excomunhão de quem provoca um aborto”. Até aí, nota-se a coragem do arcebispo de Recife, apoiada pelo cardeal romano, que também fez a defesa da cultura da vida. Não bastasse a estrondosa campanha midiática que sobreveio logo em seguida contra Dom José Sobrinho, também a CNBB encarregou-se de demolir o posicionamento dele. Por meio de seu secretário-geral, bispo Dom Dimas Lara Barbosa, a CNBB desautorizou a iniciativa do arcebispo de Recife e Olinda de anunciar a excomunhão. A CNBB atuou como se fosse a chefia da Igreja Católica no Brasil. Assim, desacreditou D. José Sobrinho. Em última análise, prevaleceu a impunidade: não ficam excomungados os envolvidos no aborto dos gêmeos. E, em mais um lance autodemolidor, entrou no jogo outro bispo do Vaticano, Dom Rino Fisichella, presidente da Pontifícia Academia para a Vida. Este, ao invés de condenar a cultura da morte, como seria sua obrigação, também desautorizou e desacreditou Dom José Sobrinho. Assim, acredito que a extinção deste órgão representativo eclesiástico seria uma medida oportuna e salutar, indispensável para que a Igreja Católica vença a grave crise que a aflige.

P — O Vaticano tem conhecimento da situação? Apóia este viés revolucionário?

R — O Vaticano tem conhecimento da situação. Chegou a tomar uma atitude, embora tímida, há alguns anos, em relação ao ex-frei Leonardo Boff. Houve também pronunciamentos de João Paulo II a este respeito em Puebla (México). Mas não há, desde o Concílio Vaticano II (outubro de 1962 a dezembro de 1965), infelizmente, uma voz clara e unívoca na Igreja, a respeito da questão socialista e comunista, como nos tempos de Leão XIII, S. Pio X, Pio XI e Pio XII. No plano doutrinário, houve a rejeição do marxismo na encíclica Centesimus Annus, de João Paulo II, editada em maio de 1991. Contudo, no plano prático, nota-se a contradição e a incoerência. Por exemplo: em 1974, o cardeal Agostino Casaroli, então Secretário de Estado do Vaticano, numa visita a Cuba, fez um pronunciamento que levava os católicos a não mais se oporem ao comunismo. Mais recentemente, já no pontificado de Bento XVI, o atual Secretário de Estado, cardeal Tarcísio Bertone, também numa visita a Cuba, emitiu declarações semelhantes às que fez o cardeal Casaroli. O que se observa é que dentro da Igreja Católica há um entrechoque de opiniões. Estas divergências envolvem tanto prelados quanto leigos. Os que discordam da política eclesial de aproximação e favorecimento do socialismo e do comunismo podem, de modo legítimo, se afirmar em estado de resistência.


[artigo publicado originalmente do sítio Sacralidade]

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Pequenas observações minhas, mas que são importantes

° Estamos no começo de 2010, ano que o P.T. lançará seu golpe a fim de tornar o Brasil um regime comunista.

° A mesma C.N.B.B. comunista daqueles tempos de Dom Helder Câmara, o bispo vermelho, enfim poderá concretizar sua antiga utopia sobre o regime comunista aqui no Brasil, caso seja aprovado por esse congresso nada confiável de Brasília.

° A C.N.B.B., com sua campanha de 2010, critica com mais ênfase o sistema capitalista indiretamente e abordará a invasão de terras alheias (pelo M.S.T., claro). É o mesmo que pretende esse governo com seu plano revolucionário.