sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O catolicismo brasileiro de hoje na guilhotina

Ao ler uma antiga coluna de Luís Fernando Veríssimo no jornal Zero Hora de Porto Alegre, eu comparei com os recentes artigos* do Sidney Silveira sobre esse catolicismo, se é que se pode chamar assim hoje, diante um processo político eleitoral atual para presidente da republica no Brasil, que é fiel a um milenarismo que significa um bem prazer do homem como um fim. Segundo Veríssimo, quando recebeu Robespierre que caiu em desgraça para medi-lo a terrível guilhotina, o carrasco ficou surpreso.

- O senhor aqui!?

- Vê tu, disse Robespierre, não faz muito, eu que estava mandando pessoas para ti executares. Agora o condenado sou eu. Mas isso é a política, um dia tu mandas, outro dia tu és mandado. Inclusive para guilhotina...

Ao que o carrasco disse:

- Felizmente, eu estou livre disso. Só sei manejar a guilhotina. Tenho o cargo mais estável da República.

- Aliás, disse Robespierre, fui eu que te contratei, lembras?

- Claro, disse o carrasco, como poderia esquecer?

- Então, me ajude a fugir, sugeriu Robespierre.

E o carrasco sorriu e disse.

- Lembra por que o senhor me contratou? Porque eu era um servidor público perfeito. Eficiente, cumpridor de ordens e incorruptível. Abre a camisa, senhor, por favor.

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* Eis abaixo:

O Ateísmo Anticivilizacional;

Sobre as Coisas Politicas (II);

Sobre as Coisas Politicas (III);

Sobre as Coisas Politicas (VI).